segunda-feira, 23 de maio de 2011

A chuva da morte.



Firmamento roga ácidas suas pragas
Precipitação de eras de ironia
Natura – tu sujamente me agradas
Com barganhas de dor e agonia

Sei das jaulas que roem lentamente
Meu ser, e com trejeitos gentis
Dão-me abjeta esperança inerente
Ao jugo - velhas propostas vis

Gotas mortificadas da luz
O engodo que – alhures – conduz
A celebração à morte perfeita
A qual do mundano é insatisfeita

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- Poema que escrevi no dia 19/05. Incrível como a imagem que pus acima resume tudo o que eu estava imaginando na ocasião; a maneira como a água bloqueia os caminhos por entre os ladrilhos no solo. Forçosa e odiosa chuva...

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