sábado, 26 de março de 2011

Natura.

Sabemos muito bem da importância da natureza nos extremos da história conhecida. Nos momentos mais longínquos da humanidade - os quais podemos remontar por acessos e registros -, diversas civilizações possuíam uma relação simbiótica com a terra através da Arte. Por outro lado, o industrialismo trouxe uma nova safra de escritores - falando especifícamente da literatura romântica - de obras extremamente concernentes à natureza. O antigo e o contemporâneo se unem no que tange a tal assunto. No traço já conhecido de mimese da Arte, temos de admitir que a natureza representou uma fonte de intelecções demasiadamente revisitada, e o retrato construído por milênios se materializou num ícone temático para a posteridade (se é que a posteridade não também revisitará esse mesmo ícone de forma perene). Com o surgimento de revoluções artísticas, a poesia tomou seu lugar na expressão de tal tema, tendo o romantismo como suporte mais notável.

Falo como se o panorama não chegasse ao cinema. A sétima arte ostenta um arsenal de obras que carregam o tema de maneiras diversas: em forma de adaptações de obras consagradas (como Wuthering Heights, de William Wyler), em forma de filmes conceituais (como Le Diable, probablement, de Bresson), e em forma de uma infinita coleção de documentários, de teor jornalístico ou social. A ligação é evidente.
- Wuthering Heights (1939):
video

Dizem Campos e Vechi (1991, p. 44):
"A natureza corresponde ao topos
(lugar-comum) horaciano do locus amoenus (local ameno), expresso
através de estereótipos, tais como: o campo tranquilo, a unidade entre o céu e a
terra, os animais domésticos e os elementos mitológicos."

Nenhum comentário:

Postar um comentário